Sou um analfabeto poético
no que se refere a temas relevantes.
Sinto efeito amnésico sobre as idéias
que eu gostaria de ter tido.
Vagueio através de caminhos levianos,
enquanto minha mente não consegue se fixar
em devaneios importantes e memórias imutáveis.
Me falta a palavra em meio a um manancial de
inutilidade e idéias mediocremente infantis.
Nem a rima me salvaria,
tampouco a prosa me consideraria amigo seu.
E eu que já não sou de muito riso
choro a dor de ser um eterno analfabeto.
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