Ao ouvir esse álbum pela primeira vez, muita coisa sobre suas referências Post-Punk já me haviam chegado aos ouvidos.
Claro, quando decidi por encarar esse álbum do começo ao fim, lá estavam todas as mencionadas referências. E eu não estou falando de Joy Division e Echo and the Bunnymen. White Lies aparece quase como uma terceira geração do Post-Punk. Digamos que se Interpol é realmente filho de Ian Curtis, White Lies seria um netinho recém-nascido (e prematuro talvez...)
Eu não quero dizer com isso que To Lose My Life é um álbum de todo ruim. Acho até que ele será muito falado ainda ao longo desse ano. Pode até ser bastante admirado pelos fãs do estilo, mas se você quer algo novo, fuja desse álbum. Musicalmente ele chega a ser tão interessante quanto o, já quase esquecido, Love to Admire, mas ainda está longe de Antics e Bright Lights (e anos luz de Control e Unknown Pleasures).
Tentei inutilmente imaginar como soaria esse álbum se eu ainda não tivesse ouvido Interpol, Editors e Bravery. Mas a verdade é que, talvez sem essas referências, esse álbum não existiria, e White Lies seriam apenas mentirinhas inofensivas.
Nota: 6.2
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